sexta-feira, 16 de novembro de 2012

TICs e novas possibilidades de aprendizado



Enisino de Línguas Mediado por Computadores
Exercícios online
Profa. Júnia Braga
Jordana Thadei



Atividade 3:
Com base no texto e no vídeo da semana, gostaria de convidar vocês para discutir as seguintes questões:
1)                  De que maneira o uso das novas TICs pode contribuir para a ampliação de novas possibilidades de aprendizagem no contexto educacional?
As TICs e os avanços pelos quais elas passam nos impõem mudanças no modo de lidar com a língua / linguagem e propiciam novos letramentos. O filme “helpdesk” nos mostra a necessidade de mudança de comportamento do uso do rolo para o códex. Desde a postura corporal, passando pela possibilidade de realização de ações simultâneas, como ler e tomar nota, até a facilidade na localização de uma informação são viabilizadas com o novo formato de “armazenamento” da escrita. Fazendo um paralelo do tinteiro para a caneta, passamos da possibilidade de escrita somente onde havia tinteiro para a escrita em qualquer lugar onde se tenha uma caneta ou um lápis à mão. E, dando um grande salto no tempo, os equipamentos tecnológicos de hoje nos permitem trazer para a sala de aula enciclopédias antes presas às bibliotecas, mapas, roteiros, localizadores, dicionários em diversos idiomas, calculadoras, filmes e vídeos, música, áudios, entrevistas, dados econômicos, demográficos etc. atualizados, infográficos animados, bem como tradutores de diversos idiomas etc.
Para que isso se tornasse possível, a convergência de diversas outras mídias (rádio, TV, telefone, telégrafo etc.) para uma única máquina foi fundamental. Além disso, o fato de não haver mais a dependência de um computador fixo e conectado ao mundo em um determinado lugar da escola, mesmo que fosse a própria sala de aula, amplia as possibilidades de aprendizagem por viabilizar o contato com uma multiplicidade de linguagens por meio das quais o mundo globalizado se expressa.
Por fim, a era da web 2.0 possibilita que os usuários de tecnologias digitais passem de expectadores de textos diversos a (co)produtores, de leitores lineares a navegadores investigativos, favorecendo, com o isso o seu protagonismo em práticas sociais letradas.
Sendo assim, acredito que as TICs no contexto educacional possibilitam aos alunos formas de se relacionarem com a língua e a linguagem mais condizentes com o que é exigido deles nos contextos sociais letrados mais amplos que o do âmbito escolar.
2)                  De que forma poderemos articular o uso dessas novas TICs levando em consideração o contexto da sala de aula?
Sou tutora em curso de especialização em Língua Portuguesa para professores da rede estadual de São Paulo[1]. Nós também tínhamos esta preocupação com que tecnologias o aluno tinha acesso. Uma das atividades de uma disciplina que tratava de letramento digital era fazer um levantamento dessas tecnologias nas escolas públicas onde os professores trabalham. Para nossa surpresa, geralmente 2 ou 3 em cada classe não têm email ou qualquer forma de acesso à internet fora da escola. E quase a totalidade tem celular com internet, ainda que nem sempre tenham créditos para usar.
Nesse contexto, fica estranho a justificativa de que a escola não tem computadores suficientes, de que a internet é lenta ou de que o acesso se dá apenas uma vez por semana, durante 50 minutos, incluindo o deslocamento dos alunos pela escola. Conforme aponta Paiva (2010), é preciso não separar mais espaços informatizados de espaços não informatizados e uma boa possibilidade para isso pode ser o uso de celulares. Pois, mesmo sem conexão à internet, as possibilidades de uso dos programas e dispositivos do próprio aparelho podem estabelecer a transição entre a cultura do papel e a cultura da tela, até que se tenha acesso a conexões mais amplas.
3)                  Proponho um levantamento de possibilidades pedagógicas de  avatares e podcasts na sala de aula e ‘trabalhos de casa’.

Acredito que só o fato de o aluno acessar sites em inglês e ter que fazer escolhas de itens referentes a partes do corpo, tonalidades de pele, cabelo, cor de olhos, itens de vestimenta e acessórios já é uma forma de familiarização com um vocabulário de um campo semântico específico. Tive oportunidade de ser tutoreada por minha enteada de 11 anos, que foi fazendo inferências do inglês com ajuda das imagens. Quanto ao podcast, acredito que apresentar-se em língua estrangeira é uma boa oportunidade de exercitar o idioma sobre um tema familiar - a própria pessoa - e ainda é uma forma interativa, que se assemelha às conversações realizadas em escolas de língua estrangeira.
Uma possibilidade de variação da atividade seria a apresentação de diferentes perfis aos alunos para que eles os incorporassem e tentassem criar avatares e podcasts distintos. Exemplo: Situação A – um adolescente de 15 anos, que vive no Chile e está de viagem marcada para X para fazer um intercâmbio cultural. Gosta de um esporte Y, é tímido e é sua primeira viagem para fora de seu país. Situação B – uma jovem brasileira de 25 anos, fotógrafa, que está indo para o Canadá fazer um curso de aperfeiçoamento profissional. É solteira, comunicativa e tem interesse em conhecer parte do país. Situação C: Um executivo de 40 anos que procura profissionais estrangeiros para trabalharem em sua empresa. Ele necessita de profissionais que dominem os idiomas inglês e espanhol. Por isso, publicará dois avatares em cada um dos idiomas, apresentando sua empresa e captando cantidatos às vagas.
Referências bibliográficas:
PAIVA, V. L. M. O. A tecnologia na docência em línguas estrangeiras: tensões e convergências. In: Lucíola Licínio de Castro Paixão Santos. (Org.). Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente. Belo Horzionte: Autêntica, 2010, v. V, p. 595-613.
Disponível em < http://www.veramenezes.com/endipe.pdf> Acesso em 05/11/12.



[1] Redefor – Especialização em Língua Portuguesa – UNICAMP / FUNCAMP / SEE-SP.

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